• Columbofilia


  • Columbofilia

    Lang-pt.gifGnome-globe.svg

    Columbofiliacolumbismo ou columbicultura é a prática da criação, seleção e cultivo de pombos-correio para competição.

    Noções Gerais

    Columbofilia é a uma modalidade desportiva relacionada a corrida entre pombos-correioColumbófilos (criadores de pombos-correio), potencializam capacidades físicas e de orientação, para participação de campeonatos. Eles desenvolvem velocidades máximas entre 87 km/h e 102 km/h, em distâncias que podem chegar a pouco mais de 1.200 quilômetros.

    No Brasil, competições são realizadas anualmente de maio a outubro. A inserção do pombo-correio no Brasil, começou pelo Exército Brasileiro para fins de “Comunicações”. 1.000.000 de pombos-correio, é a população estimada de pombos-correio no Brasil. Os Estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo, Sergipe, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Mato Grosso e Espírito Santo; detém de columbófilos reconhecidos até internacionalmente.

    Características do Pombo-correio

    O atual pombo-correio é o fruto de cruzamentos de algumas raças belgas e inglesas, efetuadas na segunda metade do século XIX. Esse padrão de pombo foi continuamente selecionado a fim de apurar duas características principais: a capacidade de orientação e um morfótipo atlético. O pombo-correio caracteriza-se, principalmente pelas seguintes propriedades:

    • vivacidade;
    • velocidade de vôo;
    • penas abundantes, brilhantes e de elevado coeficiente aerodinâmico;
    • rabo sempre fechado quando em vôo;
    • pescoço, fortemente implantado e esguio;
    • grande resistência à fadiga.

    O peso médio nos machos está compreendido entre os 425 g e os 525 g. No caso das fêmeas este valor é de 480 gramas. É capaz de percorrer num só dia claro, distâncias de 700 km a 1.000 km, a velocidades médias superiores a 90 km por hora.

    Fisiológicos

    Peso 350-500 g

    Tamanho 12.5-40 cm

    Temperatura (cloacal) 40-41ºC

    Frequência Cardíaca 180-250 batimentos por minuto

    Frequência Cardíaca (durante o vôo) 5.2-6.2 batimentos por segundo

    Frequência respiratória 25-30 por minuto

    Longevidade 15 anos (machos vivem mais que as fêmeas)

    Consumo de alimento 5-20% peso corporal/dia

    Consumo de água 30-60 ml; 5-8% peso corporal/dia

    Velocidade de voo <104 km/h

    Altura de voo 3800-5700 m (recorde)

    Distância de voo directo 500 km (Alguns > 1000 km)

    Muda da pena Anual (Julho – Outubro)

    Volume de sangue 0.01 mg/kg de peso corporal

    Reprodutivo Maturidade sexual 5 meses

    Primeiro ciclo reprodutivo 7-8 meses

    Postura (nº) 2 ovos (o primeiro é posto ao final da tarde e o segundo posto cerca de 40-48h mais tarde)

    Período de incubação 17-18 dias

    Incubação Ambos os sexos

    Cria (nome comum) Filhote

    Aparecimento das penas 6 -7 dias após nascimento

    Plumagem completa 1 mês

    Muda da plumagem juvenil 6 semanas

    Desmame 21-28 dias

    Consumo de alimento (filhotes) 10 -100% do peso corporal

    Redução da produtividade na fêmea > 6 anos

    Revestimento Corporal: Penas

    plumagem nos pombos-correio cumprem vários fins: formam uma capa termo-isoladora, organizam as superfícies impulsoras da asa e dão ao corpo a forma aerodinâmica característica.

    Existem diferentes tipos de penas:

    • as de contorno;
    • o “duvet”;
    • as filopenas;
    • o “duvet” empoado.

    São penas de contorno, as remiges (penas maiores das asas), as rectrizes (pena da cauda) e as tectrizes (penas de cobertura). O “duvet” é a penugem, a qual deve ser abundante e sedosa. As filopenas transmitem informações sobre o movimento e as vibrações das penas de contorno aos receptores nervosos.

    O “duvet” empoado contém um fino pó branco constituído basicamente por queratina. Este pó é o responsável pela resistência destas penas e repelem a água.

    As penas são implantadas na pele em campos, segundo um padrão fixo. A cor das penas é variada, sendo as mais comuns: azul, vermelho, castanho claro, malhado, bronzeado, preto e branco.

    As penas do pombo renovam-se cada ano, designando-se esta atividade fisiológica como muda e deve ser perfeitamente conhecida pelo columbófilo, porque representa um momento crítico na vida desportiva do pombo-correio: qualquer falha ou doença, nesta fase, reduz visivelmente a capacidade de competir nas grandes provas. São consideradas as penas mais importantes as das asas e da cauda.

    Columbofilia no Mundo

    Em Portugal, competições são realizadas anualmente de Março a Junho. Portugal tem o desporto da columbofilia, como o segundo mais popular deste país, contemplando com 4.500.000 pombos para fins desportivos. De organização impecável e informatizada em praticamente todos os setores, lidera o mundo em seu conceito administrativo, campeonatos, técnicas e alta comercialização em produtos relacionados ao esporte.

    Bélgica, Holanda, Alemanha tem sido fortes concorrentes em grandes campeonatos mundiais, atrelada a sua tradição.

    Na China, grandes apostas inflamam corridas milionárias; assim como na África do Sul.

    Nas Ilhas Canárias (Espanha), a columbofilia se destaca não só pelo número de aficcionados, mas pelas corridas oceânicas (por sobre o mar); de elevado nível técnico.

    Histórico Cronológico e Jurídico da Columbofilia no Brasil

    31/05/1903 – Fundação da Sociedade Columbófila Brasil onde funcionou até o ano de 1950.

    16/06/1930 – Fundação da Sociedade Columbófila Paulista.

    10/08/1935 – Fundação da Sociedade Columbófila A. Rolinha em atividade até hoje.

    06/07/1933 – Decreto nº. 22.894 – assinado pelo Presidente do Brasil Getúlio Vargas criando a Confederação Columbófila Brasileira, como órgão integrante do Ministério da Guerra, sendo considerado uma sociedade de utilidade pública, gozando dos benefícios e incentivos fiscais.

    22/02/1934 – Decreto nº. 23.904 – alterou a composição da diretoria da Confederação Columbófila Brasileira, apontando como novos diretores, a alta direção do Ministro de Estado da Guerra e o Diretor do Serviço Telegráfico do Exército.

    22/02/1934 – Decreto nº. 23.905 – aprovou o regulamento da Confederação Columbófila Brasileira, assinado pelo General de Divisão Pedro Aurélio de Góes Monteiro, Ministro de Estado da Guerra.

    1951 – Ano de Fundação do Clube Columbófilo Limeirense – SP

    27/07/1960 – Decreto nº. 48.631 – assinado pelo Presidente Juscelino Kubitschek subordinando a Federação Columbófila Brasileira à Superintendência do Conselho Nacional de Desportos, órgão do Ministério da Educação e Cultura, como órgão exclusivamente civil, e manteve seu status de utilidade pública.

    18/11/1971 – Decreto nº. 69.547, assinado pelo Presidente General Emílio G. Médici, que revogou o Decreto nº. 48.631, e consequentemente, voltou à subordinação da Confederação Columbófila Brasileira ao Ministério da Guerra.

    10/05/1991 – Decreto sem número, publicado no Diário Oficial da União de 13 de maio de 1991, assinado pelo Presidente Fernando Collor, que revogou o Decreto nº. 22.894 de 6 de julho de 1933, ou seja, cancelou a criação da Confederação Columbófila Brasileira.

    24/07/1993 – Criação da Federação Columbófila Brasileira, associação civil de direito privado, sem nenhum apoio financeiro, para representar o país, centralizar e direcionar a columbofilia brasileira.

    Legislação de Columbofilia em Portugal

    Dec. Lei 36767 de 26 de Fevereiro de 1948 (Lei de protecção ao pombo-correio): Determina que é necessário estar inscrito na Federação Portuguesa de Columbofilia para poder ter pombos-correio ou comprar anilhas oficiais1 e que o dever de quem encontrar um pombo-correio extraviado é comunicá-lo de imediato à Federação Portuguesa de Columbofilia, que tratará de identificar o proprietário a fim de se proceder à recuperação do pombo. Após a recepção da comunicação emitida pela Federação, o proprietário dispõe de 15 dias (corridos) para a efectiva recuperação do pombo.2

    Diferenças entre o Pombo-Correio e o Pombo de Rua

    Ambos pertencem ao mesmo grupo familiar. A forma de tratamento é o que difere entre si. Os pombos-correio são registrados e rastreados por uma unidade federativa, e por consequência por clubes afiliados; com anilhas oficiais anuais correspondente ao país. Há pombos com um “anel-chip” em outra pata, ou marcas coloridas, nomes, telefones e/ou endereços de columbófilos. Já os pombos de rua, possuem uma reprodução descontrolada, vivem predominantemente próximos a pontos ondem sobrevivem pela facilidade de acesso à alimentação, e não possuem responsáveis nominados. Fisicamente, visualiza-se uma grotesca diferença morfológica. Os atletas possuem e devem ter uma plumagem perfeita e limpa e uma estrutura muscular imponente, construída por treinos e uma dieta diferenciada a cada estágio e categoria desportiva. Pombos de rua, alimentam-se de materiais diversos jogados.

    Desafortunadamente, tanto a mídia como usuários de pombos para transporte de objetos de elevada massa, rotulam como pombo-correio. Nessa inverdade e desinformação, ambos são surpreendidos pela decepção.

    “Um pombo-correio, nunca leva. Traz.”

    Tabela Comparativa

    No intuito de clarificar todas as diferenças existentes em ambos os pombos, observa-se:

    Características
    (Em tópicos específicos)
    Pombo-comum
    (Pombo-de-rua)
    Pombo-Correio
    (Pombo-de-corrida)
    Alimentação Lixo urbano, doações de transeuntes Ração balanceada
    Habitat Abrigos na natureza ou urbanos Pombais especiais
    Saúde Potencialmente transmissor de doenças Cuidadosamente tratado e vacinado

    Referências

    1. Ir para cima? Federação Portuguesa de Columbofilia. Como ser columbófilo. Visitado em 13 de Junho de 2012.
    2. Ir para cima? Federação Portuguesa de Columbofilia. Perdidos & Achados. Visitado em 13 de Junho de 2012.

    Ligações externas